Questões Preliminares sobre o Relatório

Formação de Agentes Pastorais do CPP

Participaram 33 gentes de pastorais das regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste e foi um momento de revigoramento da ação da pastoral dos pescadores no Brasil. Um oportunidade de rever a prática a partir da mensagem desafiadora do evangelho de Mateus.

Tema: Espiritualidade da Educação Popular a partir da Mensagem e Prática Libertadora de Jesus

Assessoria: Pe Antonio Pechia – 25/11/11

Metodologia utilizada: Leitura Bíblica,trabalhos individuais, de grupos e partilha.

  • Estudo da etmologia das palavras que constam no Velho Testamento:
  • Torah  – que significa os ensinamentos de Deus ao seu povo,
  • Nebiin – profetas do Velho Testamento,
  • Ketubim- livros ou escritos sapienciais (livros da Lei, sabedoria…)´
  • Tanak – Bíblia – Junção das vivencias.

Estudo do Evangelho de Mateus:

  • Motivação ao Trabalho Pastoral a partir do Discurso da Montanha – Mt, 5 -7.

Reflexão sobre a nossa missão comparando o fazer de Jesus para a construção do reino, da comunidade, partindo do princípio que o fazer pastoral é aquele que se preocupa de viver e ajudar o outro a viver a atitude do Discurso da Montanha. Devemos ser o sal da terra pra conseguir as bem – aventuranças.

Trabalho Individual: Questões norteadoras:

  • Para mim o que é o fazer pastoral?
  • O que mim leva a tomar uma decisão?
  • E o meu fazer dentro da Pastoral (é de coração)?

Partilha – A missão deve ser constituída na pobreza e na gratuidade sendo que a recompensa que recebemos é o Contentamento, Alegria e Realização. 

A experiencia do Espirito no Compromisso Popular:

Memória do dia anterior utilizando a metodologia do NER:

  • N – novo
  • E – enfático
  • R – relação

Partilha:

  • Manoel Roberto (PA) – A gente se reúne sempre pra olhar os problemas lá de fora mas, hoje estamos aqui pra olhar para dentro de nós…
  • Paulo (BA) – Devemos ter a humildade de nos deixar evangelizar pelos pescadores assim como Jesus foi evangelizado pelos pobres.
  • Dedé (NAC) – Estar com Jesus, significa estar no conflito, perseguição e a recompensa é estar com ele. Tem que ser discreto mas, ser sal e luz no meio.
  • Mt 9,35 – O espirito de Deus: Através da Leitura orante Deus se manifesta e nos faz entender as entrelinhas da palavra. É a fonte da vida, força que faz a gente tomar as decisões verdadeiras.

Tema: O reino de Deus;

Perguntas norteadoras para discussão:

  • Por que o reino de Deus fracassa?
  • O reino de Deus não destrói o mal ele aceita a realidade conflitiva.

Elementos mínimos para formar uma Igreja: Mt: 18, 1-35

  • A missão;
  • Acolher os pequenos;
  • Cuidado com os escândalos;
  • Cuidar das ovelhas desgarradas;
  • Regra comunitária;
  • Referencia entre a Igreja terrena e celeste;
  • Perdão;
  • Servo, ímpio e injusto;

 O fazer Igreja:

  • Ser pequeno, sem pretensão;
  • Acolhida;
  • Misericórdia com os desgarrados, ternura;
  • Correção fraterna;
  • Oração comum;
  • Fazer da liturgia;
  • Perdão das ofensas;

Sujeitos da Igreja (celeste): Pai, Jesus e Espirito.

Sujeitos da Igreja (terrestre):Construtores da comunidade,orantes,os que perdoam, destruidores,ambiciosos,escandalizam, desgarrados, culpados(as);

Discurso do discernimento: Premissas:Mt. 13:

  • 6,24 –“ Vós não podeis servir a dois senhores”
  • 7,6 – Não deem aos cães o que é santo,
  • 7,15 – Cuidando com as falsas promessas,
  • 7,24-27 – Passar para a ação,
  • 10,16 – Testemunho e perseguição
  • 11,25 – Os pobres evangelizam.

Discurso escatológico (ultimas realidades) – Mt: 24,25:

  • Mt:10,22;
  • Mt: 24, 9-13;
  • Mt: 24,4-8: Guerras;
  • Mt: 24, 9 – 14: Perseverança;
  • Mt: 24, 15 – 25: Grande tribulação;
  • Mt: 24, 30 – 31: manifestação do filho;
  • Mt: 24, 32 – 36: Vigiar (figueira e noé);
  • Mt: 24, 43-44: ladrão, parábolas de atitudes (o respeito a vinda do Senhor);
  • Mt:24, 45-51: Servo fiel e infiel;
  • Mt: 25, 1-13: 10 Virgens;
  • Mt, 25, 14-30: Talentos;
  • Mt, 25, 31-46: Juízo final

Parábolas explicadas:

  • O semeador, Joio, Mostarda e fermento.
  • Separação: semeador, joio e rede.
  • Surpresa: mostarda,fermento,tesouro,pérola.

O que a Igreja aprendeu desse discurso sobre as parábolas?

  • Consolação e conforto, perseverança, clareza, certeza.

O fazer da caridade:

  • Dar de comer a quem tem fome,;
  • Dar de beber a quem tem sede;
  • Acolher o estrangeiro;
  • Vestir o nú;
  • Visitar o doente;
  • Visitar o preso.

Trabalho de grupo: Qual a missão especifica da CPP? Partilha G3

É trabalho de base, ser presença gratuita no meio dos pescadores. Ter a sensibilidade de perceber as sementes do reino que já existem entre eles e ajuda – los a cultivar essas sementes. Nós vamos pra base pra colaborar, animar e respeitar o modo de vida deles.

Quais as exigências dos agentes do CPP?

Estar aberto a vivenciar o dia – a – dia dos pescadores pra conhecer melhor a realidade (espaço, reações do corpo,técnicas). Devemos estar aberto pra aprender, ser presença profética, ter visão crítica, ter paciência de não estar a frente dos pescadores mas, estar lado a lado com eles.

Trabalho para casa:

DEZ – Retomar leitura Mt 5-7,

Refletir: Qual o peso tem o discurso da montanha na minha vida pessoal e no serviço pastoral?

  • JAN – Mt 10: Como experimentar a gratuidade?
  • Mt 13: Quais são os sinais do Reino e do anti – reino na minha prática?
  • FEV – Mt 18: Como melhorar as relações entre os agentes do CPP?
  • Mt 24-25: Como os “outros de fora” avaliam a nossa prática?
  • Livros sugeridos:
  • Alf Klarung – Emmanuel Kant
  • Robert Aron – Os anos obscuros de Jesus.